Toyota – O Comitê de Educação da cidade de Toyota (Aichi), responsável por investigar o suicídio de duas meninas de 12 anos, recebeu com estranheza uma carta conjunta dos pais das estudantes.
As meninas, ambas colegas do 6° ano de uma escola primária (shougakkou), morreram após pular de um prédio na região de Jinnaka, no último dia 12.
Segundo reportagem da emissora NHK, os dois pais das meninas escreveram uma carta de assinatura conjunta e pediram para que fosse entregue, através do diretor da escola, para o Comitê de Educação.
A carta, escrita em uma página de folha A4, diziam que os pais estavam com muita dor no coração pelo ocorrido com as filhas e que gostariam que os outros alunos do 6° ano tivessem uma formatura tranquila e iniciassem uma vida ginasial alegre no próximo mês, apesar da perda das colegas.
Na mesma carta, os pais também diziam que conversaram entre si e que estão ambos conformados com o suicídio das filhas e que não desejam que elas sejam envolvidas em investigações.
O Comitê, que divulgou a carta para a imprensa, disse que não pode deixar de investigar as causas do suicídio, mas que tem consideração pelo pedido dos pais. “Vamos cuidar para não afetar ainda mais as outras crianças e tomar todas as providências para evitar que novos casos ocorram”.
Uma reunião de pais foi realizada na última quinta-feira (14), dois dias após o suicídio. Na ocasião, ficou claro para a escola que uma das meninas teria dito aos colegas, no dia do suicídio, que queria morrer.
A possibilidade de bullying não foi descartada, mas a escola apresentou 10 enquetes sobre o tema, respondidas pelas meninas desde abril do ano passado, quando entraram no 6° ano do primário. Em todas as enquetes as duas estudantes responderam que nunca sofreram “ijime” (bullying).
Foto: Reprodução/NHK
Prédio em Toyota, de onde duas meninas de 12 anos pularam na última terça-feira (12)