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Japão

Ex-trabalhador de Fukushima que adquiriu câncer exige ¥65 milhões

O homem de 57 anos trabalhou na usina nuclear entre o início de julho e o final de outubro de 2011

Por Redação
3 de setembro de 2015
em Japão
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Tóquio – Um ex-trabalhador apresentou a primeira ação contra a operadora da usina nuclear de Fukushima por ter sido diagnosticado com câncer, após exposição a uma dose excessiva de radiação, informou a imprensa japonesa nesta quinta-feira.

A ação, apresentada na última terça-feira pelos advogados do funcionário em um tribunal de Sapporo (Hokkaido), é a primeira que se baseia na relação entre um caso de câncer e os trabalhos em Fukushima após a crise nuclear de 2011, informou o jornal Mainichi.

O antigo empregado da central, de 57 anos, reivindica uma indenização de 65 milhões de ienes à operadora Tokyo Electric Power e a duas empresas subcontratadas encarregadas dos trabalhos nas instalações nucleares, divulgou o jornal Asahi.

O homem trabalhou na central de Fukushima Daiichi entre o início de julho e o final de outubro de 2011, meses depois do acidente nuclear causado pelo terremoto e o tsunami de 11 de março do mesmo ano.

Sua tarefa era remover os resíduos com máquinas, segundo consta na denúncia, na qual estima ter recebido uma dose de radiação superior a 100 microsieverts durante aquele período. O empregado afirma que várias vezes trabalhou sem dosímetro (dispositivo que registra a radiação acumulada no corpo).

Isso significa que em quatro meses superou o limite de radiação anual fixado pela norma japonesa para trabalhadores de instalações nucleares, embora o governo tenha decidido elevar o limite anual até  250 microsieverts, de forma excepcional, durante a crise de Fukushima.

Quase um ano depois de trabalhar em Fukushima, foram diagnosticados no trabalhador três casos independentes de câncer – na bexiga, no estômago e no cólon, segundo o Asahi.

Antes de apresentar a ação em tribunal, o antigo funcionário da central pediu uma indenização por acidente de trabalho, que foi rejeitada pelo Departamento de Inspeção Trabalhista de Fukushima. Por outro lado, a operadora da fábrica indicou que vai analisar o pedido.

Cerca de 7 mil pessoas trabalham diariamente no desmantelamento da central e no controle dos resíduos radioativos de Fukushima. Depois de ser atingida por um terremoto e um tsunami em 2011, a região passou pela pior crise nuclear da história desde a de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

Foto: Reuters

Operários são vistos na usina nuclear de Fukushima

 

Tags: alternativanoticias do japaonoticias japão

Redação

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